
1906-2005
Nasceu em Moura no ano de 1906. Licenciou-se em Medicina e Cirurgia em Lisboa, de onde partiu em 1931 para trabalhar no Laboratório de Neuropatologia da Faculdade de Medicina de Estrasburgo. O trabalho aí realizado valeu-lhe o Prémio Déjerine, até então atribuído apenas a investigadores franceses.
Quando, em 1938, regressa a Portugal, instala-se na cidade do Porto, para nunca mais sair. Contratado como neurologista pelo Hospital Santo António, aí cria e dirige o respetivo Serviço de Neurologia a partir do início dos anos 40.
Foi com base no trabalho de investigação realizado naquele hospital que Corino de Andrade se notabilizou mundialmente quando, em 1952, foi o primeiro a identificar e tipificar cientificamente a paramilóidose, vulgarmente designada por “doença dos pezinhos” ou mesmo Doença de Andrade, uma condição neurológica típica das regiões piscatórias do Norte e Centro do país, mas que haveria de ser identificada em outras regiões litorais do mundo, como Japão, Suécia, Palma de Maiorca, por exemplo.
A sua atividade científica e cívica mereceu-lhe várias distinções ao longo da vida, entre as quais o Grau de Grande Oficial de Santiago de Espada (1979), a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1990), o Grande Prémio Fundação Oriente de Ciência e, em 2000, o Prémio Excelência de Uma Vida e Obra da Fundação Glaxo Wellcome.
Em 1988, a Universidade de Aveiro homenageou o seu trabalho científico, concedendo-lhe o título de Doutor Honoris Causa, no âmbito das comemorações do 15º aniversário da instituição.
Faleceu no Porto, em junho de 2005.